02

maio

Ócio do Agente de Segurança

Ócio do Agente de Segurança

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Comumente o serviço de Segurança é bem ativo, mas temos conhecimento de que o Agente não passa por confrontos armados todos os dias como os policiais, onde o serviço de vigilância propriamente dito passa por períodos de inatividade, levando o agente a cumprir rotinas diferentes, ou seja, deixando os procedimentos e atribuições da segurança de lado dedicando-se a outras atribuições.

A atividade de Segurança precisa ser bem definida, os Gestores têm por responsabilidade esclarecerem aos administradores e empresários os riscos que serão acarretados com a inclusão de atividades fora do âmbito da segurança. A ociosidade do serviço de vigilância que acontece nos intervalos das rotinas diárias e em geral no período noturno, finais de semanas e feriados, deverá ser evitada através de treinamentos e reciclagens constantes inerente ao setor. Períodos ociosos devem ser transformados em atividades de análise preventiva, adaptando a mente, o pensamento do agente em pro – atividade, com uma leitura ou observação dos detalhes do serviço, se precavendo dos problemas que possam surgir, trabalhando de forma preventiva, mas desenvolvendo o psicológico individual, esperando, guardando o momento da possibilidade de uma reação armada ou não. Para isso a mente, a atitude, a postura do Agente deverá estar em sintonia com seu meio de trabalho, onde a prevenção é a sustentação para um bom dia de trabalho, evitando o surgimento de ocorrências.

O ócio só se faz presente quando inexistem procedimentos de segurança adequados que evitem a ociosidade do setor, sejam eles tácitos ou explícitos, o Gestor deverá adotar um papel de distribuidor de informações e criador de atribuições bem definidas e direcionadas ao dia-a-dia evitando o crescimento da inatividade. Cada organização possui suas normas e procedimentos a serem cumpridos, mas o período inativo é maçante e desgastante, a vigília é exaustiva e sonolenta, devendo ser combatida com a criação de procedimentos adequados e bem elaborados para combatê-la, transformando-a em ato de aproveitamento funcional, agregando à atribuição do Agente e ao serviço, rendimento e qualidade na execução. Estes procedimentos podem ser infinitamente elaborados de acordo com as necessidades de cada patrimônio ou vip vigiados, rodízio dos agentes no turno de trabalho ou até mesmo realização de investigações ou apurações mais aprofundadas das ocorrências, alocando o Agente a participar diretamente do levantamento de informações do seu setor vigiado, inclusive opinando sobre possíveis alterações ou mudanças nas normas e procedimentos já existentes, pois ele executa e poderá deter informações cruciais para se evitar a constância de determinadas ocorrências.

Já diz o velho ditado “Mente vazia moradia do diabo”, o Agente de Segurança possui a responsabilidade de dirigir, planejar, controlar, orientar e até fiscalizar as normas e o efetivo de segurança do cumprimento destas, mas devemos lembrar que a equipe vive e convive com os problemas e ocorrências e por estarem próximas do fato poderão ter as respostas e soluções dos problemas internos. Ócio só existe quando não há planejamento prévio das atribuições adequadas, o tempo do Agente permanecer apenas observando sua área vigiada já passou, o trabalho deverá ser preventivo e investigativo, onde toda a equipe precisa ser trabalhada no melhor que cada um possui, desenvolvendo habilidades já existentes e que apenas estão adormecidas pela falta de aproveitamento da capacidade individual.

Texto recebido pela internet – desconheço o autor

 

Como Gestor de Segurança Empresarial, quais suas sugestões e como poderia ser mitigado o ócio citado no texto, quais as atividades e atribuições poderiam ser implementadas sem descuidar e descaracterizar a principal atividade que é a segurança?

Professora Mirian Bazote.

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